O que é Síndrome de Down?
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 10% da população mundial apresenta algum tipo de deficiência. No Brasil, a incidência de deficiências ultrapassa esse número, com 24% da população*, ou seja, atualmente existem mais de 45 milhões brasileiras que desempenham o papel de cuidador de deficientes. Muito mais comum do que imaginávamos né?
A Síndrome de Down é conhecida por apresentar um perfil neuropsicológico complexo com variados graus de comprometimento nas diferentes áreas de desenvolvimento.  Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas, tais como:
– Inclinação das fendas palmeirais
– Olhos amendoados
– Fissuras palmeirais oblíquas
– Pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield
– Boca pequena, língua protrusa (devido à pequena cavidade oral)
– Ponte nasal achatada
– Mãos e pés pequenos
– Uma prega palmar transversal única (também conhecida como prega simiesca)
– Orelhas pequenas
– Pescoço curto
– Uma flexibilidade excessiva nas articulações
– Tônus muscular diminuído
– Hipotonia (diminuição do tônus muscular responsável pela língua profusa)
– Dificuldades motoras
– Atraso na articulação da fala
– Dedos curtinhos
– Espaço excessivo entre o hálux e o segundo dedo do pé (DE SÁ, 2008).
– Além de um comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais vagarosa.
Em geral nos primeiros anos de vida a criança com síndrome de down apresenta um leve atraso de desenvolvimento. Com o passar do tempo esse atraso vai ficando ainda mais evidente em relação as outras crianças da mesma faixa etária.
O diagnóstico da síndrome de down pode ser feito precocemente, através do exame Translucencianucal, que é uma ultrassonografia realizada entre a 11ª e a 13ª semana de gestação. Este exame verifica o excesso de líquido na região da nuca do feto, o que aumenta as chances de uma alteração cromossômica, má-formação ou alguma síndrome genética.
Existe ainda uma outra forma de verificação do diagnóstico, através do estudo do cariótipo fetal (amnioscentese), que consiste numa forma invasiva de retirada de liquido amniótico do útero e é examinado em laboratório.
É de suma importância que terapias de reabilitação multidisciplinar com psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas sejam iniciadas precocemente, pois elas auxiliaram essas crianças a desenvolver habilidades que lhes proporcionem níveis significantes de independência nas atividades de vida diária.
O relacionamento da família com essa criança também é extremamente importante, pois é essa família que acolherá e contribuirá para a estimulação das potencialidades deste individuo objetivando o desenvolvimento saudável da relação.
Contudo, é muito importante que a família busque um esclarecimento acerca da Síndrome de Down, uma vez que auxilia no processo de adaptação e na promoção da qualidade de vida dessas crianças.

*Fontes estatísticas: IBGE: http://7a12.ibge.gov.br/vamos-conhecer-o-brasil/nosso-povo/caracteristicas-da-populacao.html

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Jéssica Calegari, Formada em Psicologia pelo Cesmac – AL. Pós graduada em Neuropsicologia pela Faculdade Pio Décimo – SE. Atualmente atende em consultório particular, é facilitadora do grupo terapêutico para crianças KIDS e do grupo terapêutico para adolescentes CRESCER; É membro da COF (Comissão de Orientação e Fiscalização) do CRP – 15.

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