Sua escova de dente pode estar sendo contaminada!

A escova de dente é um dos objetos mais importantes e comuns de higiene pessoal. Por vezes, a escovação dos dentes é tão corriqueira que a fazemos de forma automática, até mesmo de olhos fechados — quem tem dificuldades para acordar cedo sabe bem! O problema é que, por ser um elemento tão presente em nosso cotidiano, a escova de dente é um dos objetos mais sujeitos à contaminação. Poucos realmente conhecem os cuidados a serem tomados para que a escova não vire uma vilã na batalha contra as temíveis bactérias.

QUAIS OS PROBLEMAS CAUSADOS POR UMA ESCOVA DE DENTE CONTAMINADA?

Com a ajuda de um creme dental, a função da escova de dentes é eliminar a placa bacteriana e as sujeiras que se escondem entre os dentes. Assim, evitamos cáries, aftas e inflamações. Essas bactérias podem se multiplicar 250 vezes a cada 24 horas sem escovação.

Por isso, uma escova de dentes mal cuidada pode comprometer o funcionamento de todo o organismo. Especialistas afirmam que uma má limpeza da escova de dente pode fazer com que ela se transforme em um potencial depósito de bactérias para transmitir doenças graves, tais como a hepatite. Este quadro grave ocorre porque nosso sistema de defesa fica enfraquecido durante uma infecção, permitindo que as bactérias se fortaleçam e caiam na corrente sanguínea.

Além da má higienização, a escova de dente geralmente é armazenada no banheiro, um ambiente rico em micro-organismos perigosos. De acordo com uma pesquisa apresentada em um encontro da Sociedade Americana de Microbiologia, em Nova Orleans (EUA), mais de 60% das escovas analisadas apresentavam coliformes fecais. 🤢

Além delas, as escovas ainda continham vírus, bactérias e parasitas que normalmente residem na flora intestinal, geralmente de terceiros, o que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças. Por isto, veja as nossas dicas para escovar bem os seus dentes e capriche!

COMO HIGIENIZAR A ESCOVA DE DENTE?
Algumas pessoas têm o hábito de passar a escova de dentes na toalha. Você já pensou na quantidade de bactérias que as toalhas carregam? Este hábito deve ser evitado, assim como passar desinfetante na escova. Resíduos do produto podem ficar nas cerdas e, acredite, passar desinfetante em sua boca não é um dos melhores métodos de limpeza bucais.

Para higienizar bem a escova, lave-a bem com água antes e após a escovação. Verifique se não ficaram restos de comida ou pasta de dente. Depois, bata a escova no canto da pia e a deixe secar naturalmente. Quem gosta de usar produtos de limpeza pode procurar pelo Clorexidine, um antibactericida indicado para a limpeza da escova.  O excesso de produto deve ser retirado ao final do processo. Lembre-se de que a escova deve ser trocada a cada dois meses para que não haja proliferação de micro-organismos.

  • Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?

A melhor opção é lavar a escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

  • Quais substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?

O gluconato de clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas das escovas dentais.

COMO ARMAZENAR AS ESCOVAS DE DENTE?
Para evitar o contato com fungos e bactérias presentes no ambiente do banheiro, não guarde a escova junto com outras em uma mesma gaveta ou prateleira. Um recipiente com divisórias que não permita o contato entre as diferentes escovas pode ser utilizado, desde que ele seja aberto. Cuide para que não haja acúmulo de água no fundo do recipiente e que ele seja armazenado a um metro de distância do vaso sanitário para evitar o “efeito aerosol” da descarga.
Evite também o uso de porta-escovas em casa. Eles somente se destinam ao armazenamento da escova em bolsas, e devem ser limpos rotineiramente para que não se tornem um ambiente úmido e propício para a multiplicação de micro-organismos.
A escova de dente cada vez que for trocada deve se adaptar bem à anatomia da cavidade bucal para uma limpeza eficiente.

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Dra. Clariane Costa, Cirurgiã Dentista, atua na área de odontopediatria. É formada pela Universidade Guarulhos (SP-2014), fez residência no Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) – José Ermírio de Moraes. Atualmente estuda Reabilitação Oral pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. (FOUSP).

Consultorio Aruja – São Paulo- Brasil.
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