Terapia Ocupacional: Estimulando através do brincar

A terapia ocupacional compõe a equipe de saúde e ao longo dos tempos, vem demarcando a sua história, tendo como objeto de estudo a atividade humana e a análise das atividades.

Entendemos que qualquer atividade humana pode ser usada terapeuticamente pelo terapeuta ocupacional, ao fazer análise da atividade iniciamos o processo por meio do qual se pode determinar os componentes, as habilidades, experiências e as capacidades necessárias para realização das atividades de forma satisfatória e bem desempenhadas.

Ao analisar uma atividade nós, terapeutas ocupacionais, identificamos a história ocupacional, a forma como cada atividade é elaborada e realizada e as graduações e adaptações necessárias a serem feitas para melhora e manutenção da motricidade. Destreza, amplitude e fortalecimento articular e muscular, o tempo de execução evitando fadiga ou criando estratégias perceptivas, sensoriais, visuais, auditivas ou facilitadoras da comunicação com uso de símbolos pictográficos e uso da comunicação alternativa e técnicas para memorização e concentração.

Sendo a atividade humana o objeto de estudo do terapeuta ocupacional, a análise da atividade que realizamos no cotidiano de nossa clientela nos serve de base para que atuemos na facilitação de seu desempenho. Podemos observar o papel importante nas atividades e na complexidade de pensar no brincar e no contexto escolar como forma de aprendizado e interação das crianças, facilitando e garantindo a participação de todos de forma que a inclusão e acessibilidade estejam presentes no desenvolvimento social, cultural, educacional e no brincar de nossas crianças.

É no brincar que a criança se descobre no mundo. A terapia ocupacional deve ser construída a partir do convívio com a criança e o brincar inseridos no seu cotidiano, no espaço de sua casa, um conhecimento crescente de quem é a criança, direcionando as possibilidades e habilidades para a construção de um fazer próprio e singular, não olhando para suas sequelas neurológicas ou limitações físicas ou psíquicas.

Já dizia Winnicott: Afirma que a brincadeira é universal e pertence à saúde. Localiza a experiência do brincar na área intermediária de experimentação onde tanto as realidades internas quanto a externa apresentam uma contribuição para experimentação criativa que permite à criança ser ela mesma e ao mesmo tempo reconhecer e ser reconhecida pela realidade externa ou compartilhada.

Pode-se dizer que o brincar mais que favorecer:

– A socialização

– O desenvolvimento cognitivo

– A interpretação de conteúdos inconscientes

– O desenvolvimento físico

– Evidencia de forma pessoal a criança a se colocar no mundo

Com isso, a experiência clínica faz com que pensemos na clínica da terapia ocupacional como um ganho pessoal dos fazeres próprios e singulares proporcionados de momentos onde o brincar esteve presente para construção pessoal e individual da criança, para assim então ser adquirido evolução nas habilidades físicas, o alcance de uma maior independência nas atividades de vida diária a manutenção ou melhora do tônus, o ganho muscular, a amplitude de movimento, da memória, concentração, percepção e propriocepção. Possibilitando um olhar sobre a ausência da patologia e um olhar para a singularidade do fazer da criança, criando espaços para o fortalecimento da inclusão.

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Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária.
Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio.
Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido.
Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.

Contato: (21) 96825-0292