Uso  de Bandagem (Kinesio ou Dynamic Tape) em Crianças

Aproveitando o clima de olimpíada que está nas cidades brasileiras e o tema abordado recentemente aqui no site pelo Ortopedista em relação ao cuidado com a prática de esportes das crianças.

Venho hoje falar um pouco do uso do Kinesio, Dynamic Tape. As bandagens terapêuticas usadas com frequência pelos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos para tratamento de diferentes patologias nas áreas de neurologia e ortopedia em geral.

O objetivo ao utilizar a bandagem como fonte terapêutica é propiciar apoio externo às partes do corpo ou a todo um segmento, permitindo alterações em diferentes sistemas corporais, além de prevenir lesões por esforços repetitivos.

Não é de hoje que as bandagens são usadas para tratamento. Hipócrates (450 a.c) utilizava a bandagem com a técnica da esparadrapoterapia para manter o posicionamento após manipulação e correções de pé torto congênito.

Em sua maioria, os terapeutas que se utilizam da bandagem elástica visam tratar condições ortopédicas como traumas, lesões e principalmente algias.

O uso da bandagem em pacientes com comprometimento neurológico tem aumentado significativamente como em crianças com plexo braquial, paralisia cerebral que são beneficiadas pela melhora das funções motoras, tátil, proprioceptivas e bilaterais.  

Como terapeuta ocupacional com formação na aplicação de bandagens tem observado um bom controle e função do membro superior em lesões agudas, abdução do polegar com melhora significativa da coordenação motora fina e uma melhor postura no posicionamento articularem.

As indicações e as técnicas de aplicação variam e estão indicadas para diferentes disfunções corporais que podem ser divididas em:

Ortopédicas Neurológicas
Estabilidade do Tornozelo, fêmur Plexo Braquial (Sequelas da paralisia braquial obstétrica
Melhora na direção do eixo dos membros inferiores ao longo da fase de oscilação da marcha. (pé equino, pé torto congênito…) Paralisia Cerebral
Melhora no controle postural antigravitacional de tronco, pelve membros inferiores em relação ao solo. Diminuição da Sialorréia (Excesso de saliva) e Hipotonia facial nas crianças com síndrome de Down.
Posicionamento para melhor posicionamento da postura ereta Paralisia Facial Periférica
Em casos de traumas e esforços repetitivos (epicondilite lateral, articulação do cotovelo, tornozelo, joelho…) Sequela de Acidente Vascular Encefálico, contribuindo para a modulação de tônus e aumento da amplitude de movimento com extensão de cotovelo melhora postural e quedas das compensações na execução dos movimentos.

Além das indicações ortopédicas e neurológicas a bandagem também bem sendo muito utilizadas no tratamento de dores musculoesqueléticas, correções articulares, posicionamento de segmentos em crianças hipotônicas (pouco tônus muscular e espasticidade muscular.

As contra indicações são para as pessoas que possam ter algum problema na pele como Demografia (escamações na pele, ardor, vermelhidão, coceira, lesões na pele, pontos cirúrgicos, cicatrizes recentes, psoríase, bolhas desidrose, tumor e verruga.

As bandagens estão indicadas para complementar todos os outros métodos de tratamento e não para substituir ou ser realizada sem avaliação prévia. Todos os indivíduos devem avaliados mediante os conceitos nas diferentes técnicas de aplicação quanto aos locais a serem aplicados, intensidade da pressão exercida pela bandagem e duração da aplicação.

Ao introduzir a bandagem no tratamento, o paciente deve utilizá-la o máximo do período possível dentro dos objetivos e metas traçadas. Preconizam-se duas trocas por semana da técnica nas condições de comprometimento neurológico. Se o tratamento com a bandagem for a longo prazo recomenda-se que após 30 dias de uso contínuo da técnica, deixar os segmentos sem a bandagem para evitar algum comprometimento na pele.

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Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária.
Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio.
Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido.
Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.

Contato: (21) 96825-0292