Encoprese e Constipação Infantil: como lidar?

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Panorama:

De acordo com pesquisas médicas, os movimentos do intestino acontecem, por cerca de três vezes ao dia a três vezes por semana em 96% das crianças com até quatro anos de idade.

Na Terapia Ocupacional é muito comum recebermos pacientes com demandas relacionadas ao uso de fraldas e/ou quadros de incontinência. No desenvolvimento funcional adequado, a criança com cerca de dois a três anos passa por essa transição, onde a partir da experiência da observação e do treino, vai adquirindo a capacidade de controlar seus esfíncter e fazer uso do penico e/ou vaso sanitário.

 Mas e quando isso não acontece “naturalmente”?

Muitas Terapeutas Ocupacionais neste momento optam por dispor às famílias apenas os treinos e o estabelecimento de rotinas, mas na minha visão de atividade humana, isso não basta, sem que este sintoma seja tratado.

Vou continuar então, explicando o que são essas duas características:

A encoprese é o que se caracteriza pela incontinência fecal, ou seja, é a dificuldade da criança em evacuar as suas fezes em locais “apropriados”, fazendo nas roupas, no chão e colchão, por exemplo. Já a constipação é a dificuldade de defecar, pela retenção das fezes no corpo.

Esses quadros acometem muitas crianças, sendo principalmente afetadas aquelas que estão passando por algum sofrimento psíquico, como por exemplo, casos de Autismo, TDAH, Deficiência Intelectual, Depressão infantil e ansiedade. Prolongando, em alguns casos, o uso de fralda pela segunda infância e adolescência.

Abordagem e Tratamento:

Pensar a encoprese e a constipação por um viés psicanalítico é buscar compreender onde está situada a dificuldade no desenvolvimento psíquico para a não realização funcional desta atividade.

No inicio do desenvolvimento, de zero até cerca dos 18 meses, passamos por uma fase denominada: “Fase oral”, essa fase é caracterizada pela concentração de libido na região da boca, trazendo a sensação de prazer e desprazer. Essa fase é extremamente importante para iniciar a relação da criança com a alimentação e a realidade externa.

Após os 18 meses, inicia-se a passagem da “Fase oral” para a “Fase anal”, onde a sensação de prazer e desprazer é sentida nessa “nova” região. Essa fase vai estabelecendo a relação da criança com as suas fezes, sendo que no início a mesma não as vê como um material a ser descartado, podendo às vezes querer guardá-las ou presentear alguém com elas. Deste modo, com ajuda dos cuidadores, a criança constrói a possibilidade de estabelecer conceitos de dentro/fora e expulsão/retenção.

Esse processo que parece puramente instintivo vai criando a capacidade de simbolizar esses conceitos e estabelecer uma relação saudável ou patológica com essa atividade básica. Os sintomas de encoprese e/ou constipação aparecem como uma defesa, na tentativa de lidar com alguma situação mal resolvida e seguir o seu desenvolvimento. Aqui eu expliquei sobre as fezes, mas a incontinência urinária aparece da mesma maneira.

Deste modo, para os cuidadores, fica o alerta de não sujeitar a criança a uma experiência traumática, onde só apareçam críticas e brigas. Quando essa situação ocorrer é necessário buscar ajuda e orientação!

O tratamento consiste no acompanhamento terapêutico, com um plano de atendimento individualizado, para que o processo de reabilitação ou habilitação entenda a amplitude dessa atividade na vida da criança.

Isso tudo vai criando possibilidades para a futura autonomia e uma melhor qualidade de vida.

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Paloma Ferreira, Terapeuta Ocupacional, formada pela Universidade Federal de São Paulo (V), com percurso teóricos e formativos na saúde da criança, possuindo aproximação e ênfase clínica em saúde mental. Trabalha atualmente na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Peruíbe-SP, em consultório particular e fornecendo consultoria em Educação Inclusiva para escolas regulares.

Consultório em Itanhaém e Peruíbe | SP

Telefone: (13) 98827-2758

E-mail: paloma_greicy@hotmail.com

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