Bebê e Perna Arqueada

A maioria dos bebês nasce com as pernas arqueadas ou curvadas, geralmente devido à posição em que ficaram encaixados por tanto tempo, em forma de “pacotinho”, dentro do útero.

Quando o bebê fica de pé e começa a andar, os ossos da perna vão se transformando aos poucos enquanto o tecido ósseo antigo se fortalece nos locais que precisam suportar mais peso. Até os 18 meses, é considerado normal, porém quando se estende pode se tornar um problema real a ser investigado junto ao Pediatra e Ortopedista.

Raramente as pernas arqueadas são causadas por uma deficiência de vitamina D especialmente em países do hemisfério norte, devido à baixa exposição ao sol. Geralmente as pernas das crianças ficam mais retas de seis a nove meses depois que começam a dar os primeiros passinhos.

As pernas e os pés das crianças nesta faixa etária estão em fase de adaptação, pois o sistema nervoso e músculo esquelético ainda encontram-se  em desenvolvimento e maturação. Em alguns casos o médico (Pediatra e Ortopedista) poderá indicar o uso de botas ortopédicas e palmilhas; mas em muitos casos a medida adotada serão os exercícios fisioterápicos e estimulação motora.

Neste caso a terapia ocupacional pode ser indicada para trabalhar essa estimulação, sendo o profissional responsável pela análise das atividades, identificando as áreas de desempenho em que serão necessárias adaptações e graduações, construída através da observação  e perguntas que podem ser feitas para avaliar a capacidade funcional, os desejos e as intenções, para uma boa aplicabilidade da atividade a ser realizada como recurso terapêutico, buscando solução para um bom prognóstico no tratamento.

E como recursos a serem adotados podem ser pensados em atividades de danças, caminharem na areia, brincadeiras como amarelinha em um tapete sensorial onde os pés possam ser estimulados com diferentes texturas. Andar descalço ou com sandálias e tênis firmes e bem adaptados aos pés ajuda na correção natural destas alterações fisiológicas (normais) que as crianças apresentam ao longo do seu caminhar.

Mas é sempre bom ficar atento junto ao médico pediatra e ortopedista. Prevenir é sempre a melhor solução.

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Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária.
Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio.
Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido.
Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.